Virando a casaca

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Copa do Mundo foi feita para torcer pela pátria, amigos. Mas que atire a primeira pedra quem nunca torceu por outra seleção por causa de um craque.

Percebi isso na madrugada deste sábado, quando, já passada a meia noite, Lugano marcou o gol do Uruguai diante da Costa Rica pela repescagem e ouvi gritos na janela. Claro que não eram uruguaios dominando o país; eram, certamente, são paulinos orgulhosos de seu ídolo.

Diego Lugano é jogador de raça, força, determinação. Marcou (curta) época no Tricolor e ganhou milhões de fãs tupiniquins. Estranho? Pode até ser, mas não chega nem aos pés do que vive Tévez: amado por argentinos, ingleses e corintianos. Já presenciei brasileiros torcendo para os hermanos só por causa de Carlitos!

Eu mesmo já virei a casaca algumas vezes. Já torci pela Romênia de Hagi, pela Holanda de Bergkamp, pela Espanha de Luis Enrique, pela Bélgica do goleiraço Preud’homme. É incrível o que o fascínio por um único jogador pode levar um torcedor a fazer.

Você compra camisa, assiste a jogos bizarros, coloca o cara na seleção da Copa (e seus amigos te xingam aos quilos)… me lembro até hoje que, na Copa de 94, minha seleção, de Seleção com S maiúsculo, só tinha Romário. Era belga no gol, zaga italiana e sueca, meio romeno-búlgaro-holandês, uma festa. Até hoje ecoam os gritos de burro na minha mente.

Mas quando ouço um gaiato, lá pela madrugada, gritar um gol de Lugano, me sinto normal. Afinal, quem nunca virou a casaca por um ídolo?

Postado por: Henrique Rojas.

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