Está valendo!

No almoço da segunda-feira depois do Brasil empalar a Argentina em Rosário, o assunto era um só.

Copa.

Em todas as mesas à minha volta, todos falavam da seleção, do Kaká, do Dunga, do Maradona, do Ronaldo (“Tem que levar!”, “Tá de brincadeira?”). Todos, homens e mulheres. Naquela hora eu percebi: a Copa chegou.

Ou melhor, chegou a Época de Copa. Período que começa meses antes do Mundial, quando a seleção confirma, como sempre, a presença na Copa. Quando ouvimos os primeiros “pam-pam, pam-pam” das chamadas da Globo. Quando as camisetas amarelas recebem os primeiros silks com a frase “Papa essa, Brasil!”. Quando os postos de gasolina começam a distribuir as primeiras tabelinhas da Copa. E que vai até o juiz apitar o fim do último jogo (ou o último pênalti balançar a rede ou ir pra arquibancada, ai meu Deus por que tanto sofrimento?).

Tempo de ruas enfeitadas, de fitas amarradas na antena dos carros, de preencher tabelinhas, de acordar mais cedo para ver Coréia do Sul x Bolívia. Durante a Época de Copa, o sorteio dos grupos da Copa se torna mais importante que o nascimento de um filho (um filho não corre o risco de cruzar com a Argentina já na primeira fase).

E todo assunto, por mais importante que seja (eleições para presidente? Há!), é brutalmente encerrado por observações como: “ah, eu levava o Romário nem que fosse pra jogar de cadeira de rodas.”. Tem gente que falaria de Copa o dia inteiro. Mas não, minha mulher não deixa.

Cada conversa, cada notícia, cada lembrança de Copas passadas, cada bandeira na janela dispara uma espécie de contagem regressiva no inconsciente coletivo.

Para uns, é o inferno abrindo uma filial na Terra. Um suplício, um caralho. Para mim, que adoro futebol, é do caralho.

Eu disse que adoro futebol? Retiro. Mais do que de futebol, gosto de torcer por futebol. E só consigo torcer pelo meu clube (que não vem ao caso aqui dizer que é o Timão, eô) e pela seleção. Não se trata de entrar no oba-oba dos locutores ou deixar de xingar a árvore genealógica do técnico quando é preciso. E sim de perceber o quanto é divertido se emocionar com o seu time, ganhando ou perdendo.

Por causa dessas emoções, algumas das épocas mais marcantes das nossas vidas se passam a cada quatro anos, em frente à TV, cercados de amigos. São Épocas de Copa.

Para relembrar Épocas passadas e celebrar a que acaba de começar, damos o pontapé inicial neste blog.

Haja coração, amigo.

Postado por: Marcos Abrucio

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5 Respostas para “Está valendo!

  1. AAAAgggooorraaaaaaaa ssssiiimmmmmm!!!!!!! AAACcceeeeellleeeeeeerrraaaaa Rubinho!!!!!! ops! Sai que é SSSSSUUUUUUAAAAAAA taffarel!!!!!!

    esse assunto lidera (ao lado do tema “mulher) o ranking de causas e soluções de todos os problemas! parabéns pelo blog! e bora fazer campanha pra Argentina entrar na Copa! “Deixem os Hermanos ganharem!”

  2. acerte o seu aí que eu arredondo o meu aqui…
    animal o post! vida longa ao bróg.

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