Fé nos perebas

 

"Olha o que ele fez, olha o que ele fez!"

Então é isso, amigos. A Seleção foi convocada, temos os 23 escolhidos para o hexa e, assim como bem escreveu nosso querido Abrucio, o negócio é torcer.

Confesso que também me retorci ao escutar alguns dos nomes da lista oficial (e ainda mais quando ouvi os 7 que estão de “suplentes”), mas é hora de parar de reclamar de quem não foi e analisar quem vai. E foi fazendo este exercício colossal que percebi algo mais do que óbvio (e dolorido): toda seleção campeã tem os seus questionáveis.

Pegando o recente pentacampeonato como exemplo, os nomes são variados: Ânderson Polga, Vampeta, Edílson, Luizão, Kléberson e por aí vai. É fato que alguns nem entraram em campo e que outros foram decisivos. Mas o lance é que os caras foram, jogaram e ganharam a taça.

Ou você não lembra do pênalti cavado por Luizão diante da Turquia na estreia? Ou da final perfeita de Kléberson? A segurança, quem diria, de Roque Júnior? Até do gol de puxeta de Edmílson nos 5 a 2 diante da Costa Rica dá pra lembrar com carinho.

Luizão se joga fora da área e o Brasil começa a caminhada do Penta

Voltando ao tetra, vemos mais nomes que davam frio na espinha: Ronaldão, os já veteranos Paulo Sérgio e Gilmar Rinaldi, a criança chamada Ronaldo… tinha de tudo na equipe comandada por Parreira e capitaneada por Dunga.

Um judoca? Não, é Ronaldão.

E no fabuloso escrete do tri, em 1970? Pelé, Tostão, Gérson, Rivellino, Jairzinho… e também Marco Antônio, Baldocchi, Joel, Everaldo…

Aquele lateral mais ou menos ao lado de Baldocchi, o mito.

O bicampeonato veio com monstros do quilate de Didi, Nílton Santos, Garrincha, Pepe e, claro, ele: Amarildo, reserva quase que desconhecido do lesionado Rei Pelé. Já em 1958, nosso primeiro título chegou com as inestimáveis ajudas de ‘caneleiros’ como Zózimo, Oreco e De Sordi.

Parace Pelé, mas é Zózimo.

A vida é assim, o futebol é assim e a grande verdade é que convocações – campeãs ou não – são sempre polêmicas. Não que isso justifique Donis, Josués e Grafites (sinceramente não consigo justificar esses três), mas é algo no qual podemos nos segurar para ganhar confiança para a Copa que se aproxima.

Quem sabe o gol do título não sai dos pés de Michel Bastos?

Postado por: Henrique Rojas.

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Uma resposta para “Fé nos perebas

  1. Goleiro esse ou aquele, lateral idem e centro-avante trombador dá pra aceitar escolha do técnico. O problema é tanta ter gente mais ou menos pro mesmo lugar e não ter ninguém pra substituir o Kaká que nem totalmente recuperado está.
    Aliás esse negócio de grupo fechado cheira mais a patota que outra coisa.
    Concordo plenamente com os últimos artigos e vamos torcer com fé nos perebas que, alíás, nem são tão perebas assim.
    A hora é de se enrolar na bandeira brasileira e enfrentar o touro.

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