(Quase) Todos os corações do mundo

Postado por: Henrique Rojas

1994 é o ano que não acabou. Pelo menos não para mim, um garoto de 9 anos de idade que, em apenas 12 meses, viu seu time ser bicampeão paulista e brasileiro, além de presenciar seu primeiro título mundial com a Amarelinha.

Família Parreira

Sim, amigos, há 20 anos a nossa Seleção conquistava o tetracampeonato nos Estados Unidos! Teve Taffarel fechando o gol, teve Mazinho roubando a vaga de Raí, teve Zinho enceradeira, cotovelada do bom moço Leonardo, um campeonato impecável da dupla Bebeto-Romário, Baggio errando pênalti, Galvão dando uma gravata no Pelé e gritando “é tetra”, cambalhota no campo… Em 1994 teve de tudo.

Inclusive o melhor filme já feito sobre Copas do Mundo.

O filme, a lenda

“Todos os Corações do Mundo” (Two Billion Heart) não só fugiu da monotonia dos tradicionais documentários frios da FIFA, como traduziu aquele mundial de uma maneira inédita até então: com bom humor.

Mal começa, a película já demonstra que 90% dos americanos sequer sabiam o que diabos era o tal “futebol inglês”. Um torcedor chega a dizer, pra lá de sincero, que esportes com placares baixos não empolgam ninguém. Na sequência, no entanto, dá pra perceber que a Copa fez o soccer contagiar até a família Bush!

E assim segue o filme, com seus 110 minutos, mostrando a história das principais seleções no torneio. Para nossa alegria, aliás, a derrocada argentina é a primeira a ser relembrada. Depois vemos o fenômeno Romênia, as tradicionais Alemanha e Itália, o fracasso da esperada Colômbia (que culminou no assassinato do zagueiro Escobar), as surpresas búlgaras e suecas e, óbvio, nosso escrete tetracampeão.

Amigos, amigos. Copas a parte.

Mas o mais incrível é se lembrar de momentos quase esquecidos e até improváveis, como a classificação dos EUA, o golaço marcado por um Denner da Arábia Saudita, a eliminação dos então favoritos romenos (ah, Hagi!) para a Suécia de Ravelli fanfarrão e até mesmo os momentos de alegria proporcionados pela Bélgica do goleiraço Preud’Homme.

Isso sem falar em Strike, o simpático cachorro-mascote que vendeu um número bizarro de bonecos, virou desenho de TV e até jogo de vídeo game.

O simpático Strike

Na verdade, a Copa que tinha tudo para ser tão chata quanto a de 90, de repente, foi bacana. Bem bacana!

E já que o clima e o ano são de mundial, a janela abaixo traz o filme na íntegra. Junte seu coração ao de outros 2 bilhões de pessoas, e relembre o tetra justamente no ano que podemos ser hexa. Vai, Brasil!

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