Uma Copa morna

Pois é, amigos, a Copa se foi.

1 lminuto de silêncio, por favor.

E apesar de o mundo da bola já ter nos ensinado infinitas vezes que os números são frios e literalmente calculistas, podemos dizer dessa vez que os dígitos do mundial foram, ao menos, mornos.

Não que a lógica boleira tenha sido destruída, nem que o Polvo Paul sabia de tudo desde o início, mas o saldo matemático foi quase o mesmo que o saldo emocional. Se não, vejamos…

  • Foram 145 gols marcados em 64 jogos, com média de 2.2 por jogo.
  • O resultado mais popular foi o 1×0, repetido 17 vezes.
  • Um quarto das partidas teminaram em empate (16).
  • A campeã Espanha marcou 8 tentos em 7 jogos, repetindo a vitória simples em quatro de suas sete partidas.
  • Os artilheiros foram Forlán, Müller, Sneijder e Villa (5 gols cada).
  • Foram aplicados 259 cartões amarelos (4 por jogo) e 17 vermelhos (0,25 por partida).

Resumindo rapidamente, foi uma Copa de poucos gols e de muita aplicação tática, onde o lema que imperou para a maioria das equipes foi o de se arriscar pouco e de ganhar quando possível.

de 1 a 0 em 1 a 0, a Fúria encheu o papo.

Tanto que, exceto pela 3ª colocada Alemanha (melhor ataque do torneio e único time a enfiar 4 gols em três equipes diferentes), tanto Espanha quanto Holanda e Uruguai mostraram um futebol de pura objetividade. O que não quer dizer em absoluto que jogavam feio.

A Fúria, por exemplo, tem um toque de bola bonito de se ver. Não fosse a incompetência de alguns de seus finalizadores (leia-se Fernando Torres e Pedro) ou as boas atuações dos arqueiros adversários (leia-se Eduardo), os espanhóis poderiam ter goleado mais vezes. O próprio Uruguai, apontado como time de força defensiva, teve como destaque seu trio de ataque! E a Holanda… bom, essa sempre jogou na conta do chá.

O fato é que dá pra contar nos dedos da mão esquerda do presidente Lula quais foram os grandes jogos da Copa. E por mais que o torneio tenha naturalmente uma aura mágica, é possível contar nos dedos dos dois pés da Cicarelli as partidas horrorosas que tivemos.

Entendeu a analogia?

Mas se basta lembrar da versão de 2002 para perceber que tudo poderia ter sido melhor, também basta lembrar de 2006 para perceber que esta Copa não foi nenhuma aberração histórica. Foram altos e baixos, números mentirosos e verdadeiros, quentes e frios. Abaixo do que esperávamos pré-mundial, porém acima do que imaginamos pós-1ª rodada.

Enfim, mais uma Copa. Morna, mas ainda sim uma Copa.

Que venha 2014!

Postado por: Henrique Rojas.

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2 Respostas para “Uma Copa morna

  1. O brasileiro acha que sempre que o Brasil não ganha a Copa o futebol jogado foi ruim. É como o menino da quarta série que, quando a menina recusa lhe dar um beijo ele fala – Também, não queria mesmo…

  2. Pingback: No lucro « Copawriters

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