Grandes craques que todo mundo esquece – Parte II

Voltando à série que retrata aqueles que jogaram muito, mas não ganharam nem a Copa nem a Chuteira de Ouro, hoje vamos conferir mais 4 craques das Copas. Abram alas para os renegados, amigos, eles merecem.

MICHAEL LAUDRUP
Mais conhecido por suas passagens por Barcelona e Real Madrid durante a década de 90, o irmão mais velho da família Laudrup (que também contou com Brian) é considerado até hoje o melhor jogador da história de seu país. E se você duvida, assista apenas este vídeo: na Copa de 1986, a Dinamáquina contou com o futebol fino do atacante para chegar tão longe – na verdade, até perder por 5 a 1 pra Espanha nas oitavas-de-final, de maneira incompreensível. Esse era craque!

DENNIS BERGKAMP
Bergkamp é mais um daqueles jogadores que integram o hall da fama dos craques que nunca ergueram uma taça pelo seu país. Multi-campeão por Ajax, Internazionale e, principalmente, Arsenal, o camisa 10 holandês disputou três Copas e foi destaque mesmo sem ganhar. Momentos para se lembrar: este gol maravilhoso pelos Gunners e este delicioso diante da Argentina. Dennis, você foi um pimentinha!

Parece Ivan Drago, mas é o camisa 10 holandês

DAVOR SUKER
Ok, pode-se dizer que Suker não foi craque. Mas quando um jogador de um país sem nenhuma tradição em Copas do Mundo se torna artilheiro do torneio e é o principal destaque da campanha que os leva ao 3º lugar é bom ficar de olho. Com brilhante passagem pela Espanha – onde foi artilheiro por Sevilla e Real Madrid -, Suker marcou o mundial de 1998 com gols e um oportunismo único. Sai que é sua, Davor!

Bonita camisa, Sukerzinho.

JAY JAY OKOCHA
A ousadia africana, somada a uma habilidade quase brasileira: este foi Augustine Okocha. Apelidado de “Jay” e, acreditem, renomeado de “Jay Jay” por um treinador gago, Okocha foi o camisa 10 da Nigéria desde muito novo, figurando nas Copas de 94, 98 e 2002. Seus maiores momentos foram o ouro olímpico em 96 (valeu Dida, Aldair, Mussum e Zacarias!) e a campanha na Copa do Japão e da Coréia, quando ajudaram a eliminar a Argentina. Gracías, Jay Jay!

Parece Odvan, mas é Okocha.

E assim se encerra a segunda parte dos craques eternos de uma mente sem lembranças. Aguarde que ainda tem muito mais.

Postado por: Henrique Rojas.

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12 Respostas para “Grandes craques que todo mundo esquece – Parte II

  1. Impagável a narração do Galvão holandês no gol do Bergkamp contra a Argentina…

    E até hoje não entendi como ele deu aquele drible pelo Arsenal. Nem ele.

    Abs,
    Marcos

    • Sabe o mais bizarro do lance do Arsenal?

      Parece que ele não queria fazer aquilo, mas também parece que ele não errou, porque ele gira e já sai na direção da bola, pronto pra chutar.

      Vai saber…

      Rojas.

  2. Ficamos lisonjeados quando este blog eleva ao status de craque qualquer jogador que tenha sido importante numa desclassificação da Argentina. Esse reconhecimento, apesar de travestido de dor de cotovelo, é muito nobre e bonito de se ver.
    – Não é para tanto, pessoal. Mas obrigado, mesmo assim.

    • Olha, Max, não posso falar em nome de todos, mas eu, pessoalmente, torço sempre contra a Argentina. Em qualquer esporte, lugar ou horário.

      O que não me impede de achar que o Messi é um baita cracaço de bola.

      Mas o futebol vive disso também, rivalidade.

      Abrazzo,
      Rojas.

      • Alexandre Sacha

        Rojas, torcer contra a Argentina, assim como o palmeirense torce contra o Corinthians, o atleticano contra o Cruzeiro, etc. é normal. Afinal o que seriam de uns sem os outros, né?
        Só é preciso ter cuidado para não levar essa rivalidade pra fora do futebol (ou do esporte, no máximo).
        Por exemplo: torcer contra a Argentina na questão das Malvinas e no que se refere aos desdobramentos da guerra, por mais estúpidos que tenham sido os generais asssassinos argentinos, já é demais. As Malvinas tem uma espécie de pré sal deles.
        O que você sentiria se algum argentino defendesse que a Holanda tinha que ficar com o nosso pré sal?
        A Argentina é um país maravilhoso, com um povo culto e cordial (quando não se fala de futebol), que, na maioria das vezes, sabe separar melhor que nós a rivalidade futebolística dos outros assuntos. Tanto que eles têm uma grande admiração pelo Brasil – inclusive pelo nosso futebol – , estão entre os maiores consumidores dos nossos produtos e os consomem com orgulho, sem despeito.
        Voltando ao futebol, seria bom que a Argentina ganhasse a Copa da África. Porque, considerando que os craques mais recentes de níveis próximos ao do Messi raramente ficam sem ganhar uma copa, Ronaldinho, Ronaldo, Zidane, Romário, Mathaus, Maradona, etc., é melhor que ele ganhe esta.
        Imagina se a copa do Messi for a próxima…
        Abraços,

      • Concordo com tudo que você escreveu, Alexandre. Inclusive a parte do Messi – tanto que fiz um post sobre ele e sobre como seria legal se o cara fosse mesmo o craque da Copa.

        Gostaria de enfatizar que não há aqui uma posição contra a Argentina – prova disso, mais uma vez, é o post que fiz. Como você mesmo disse, a rivalidade e as brincadeiras entre torcedores que não ultrapassem o campo futebolístico são normais e, acrescento, saudáveis e necessárias.

        Como torcedor do Brasil, tenho a Argentina como meu adversário predileto. Adversário, não inimigo. Tenho amigos argentinos (e um que acha que é!) e vivemos brincando a respeito de “nossas” seleções. Um deles até vai mandar uma contribuição em breve para o blog.

        Como amante do futebol, admiro muito o futebol argentino, talvez a única escola futebolística que preza a habilidade e o talento tanto quanto a brasileira (Veja bem: não falei aqui que uma é melhor que a outra, apenas que há uma afinidade de valores.).

        Como bípede racional, não posso admitir preconceitos e generalizações idiotas contra os argentinos – ainda mais depois de conhecer a Argentina e constatar o quanto aquele país e aquele povo são incríveis. Você nunca vai ver aqui um comentário que fuja do assunto futebol e ataque estupidamente quaisquer povos. Isso é racismo, burrice e, pior, falta de bom humor.

        Acho que temos conseguido manter essas coisas afastadas do Copawriters…

        Por isso tudo, tem uma única coisa que não entendi no seu comentário: onde você leu que torcemos contra a Argentina na questão das Malvinas?

        O Rojas apenas citou, em um comentário, que o gol de mão Maradona em pleno jogo contra a Inglaterra acabou fazendo parte daquele contexto histórico entre os dois países, história que começou com a disputa pelas Malvinas. Desde o momento em que se soube que eles iriam se enfrentar naquela Copa, o mundo inteiro lembrou disso – e, infelizmente, o assunto “política” se misturou com “futebol”.

        Às vezes isso acontece, como em 1998, quando EUA e Irã se enfrentaram – felizmente, em paz.

        Em momento algum aqui foi emitido qualquer juizo de valor sobre a Guerra das Malvinas, suas causas, seu significado ou seu resultado. Se este blog fosse sobre geopolítica, e nós entendêssemos algo a respeito disso, talvez o fizéssemos.

        Mas o assunto aqui é futebol. E foi sobre futebol que o Henrique escreveu… Tudo bem um dos gols daquela partida foi mais de handebol, mas o outro justifica tudo… hehe.

        Sem mal-entendidos, portanto. Continue mandando seus comentários. Conversar com gente boa sobre futebol é um dos motivos de termos criado essa bagaça..

        Um abraço,
        Marcos Abrucio

      • Perfeito, Abrucio. Zagueiro bom é assim: demorei a sair no atacante e você fez a cobertura com precisão.

        Quanto ao assunto, Alexandre, eu somente, e tão somente, quis correlacionar os fatos. Claro, com ênfase no mundo esportivo – aqui não é lugar pra debater política ou tomar partido.

        Viemos em missão de paz.

        Abrazzo,
        Rojas.

      • Alexandre Sacha

        Galera, leiam de novo o meu comentário.
        Eu não disse que vocês misturaram futebol com o resto, nem que vocês torcem contra a Argentina na questão das Malvinas.
        Eu disse que é preciso ter cuidado para não fazê-lo e as Malvinas são só um exemplo.
        Vocês, que são bípedes racionais, inteligentes e criativos, separam bem as coisas, mas eu, que sou irmão do Max (isso vocês não sabiam, hahaha) sei quanta besteira sobre a Argentina já ouvi. Besteira sem fundamento nenhum e originada no ódio que a rivalidade do futebol criou.
        E, Rojas, apesar de ser um centroavante muito habilidoso (hehehe), eu, aqui jamais serei um atacante. Adorei o blog desde que o conheci e já o indiquei pra uma porrada de gente.
        A minha intenção foi alertar para a possibilidade de “torço sempre contra a Argentina” ser interpretado de forma a extrapolar o esporte. Interpretado pelos que leem este blog, não por vocês. Já disse: sou irmão do Max e sei quem são vocês.
        Desculpem se não fui suficientemente claro lá em cima, espero ter sido agora.
        Abraços

      • Valeu por escrever, Alexandre! Sem problemas e sem mal-entendidos, cara. Como já disse, não vamos deixar qualquer rivalidade nos fazer esquecer isso aqui é só futebol…

        Legal saber que você é irmão do nosso ombudsman! hahaha…

        Mande sempre seus comentários.

        Um abraço,
        Marcos

      • Escrevi um comentário que era para entrar aqui, mas acabou aparecendo lá em cima.

  3. Para acalmar a polêmica e cumprir o meu papel de ombudsman, gostaria que todos soubessem que o Sacha torce para o Brasil. Às vezes. Aliás, se não me engano, ele até tem uma camisa da seleção brasileira. Talvez até mais de uma. Torce para o Corinthians como o Abrúcio. Gosta de escrever, e escreve muito bem como o Rojas. Sabe que o Rogério Ceni é uma piada, como todos nós sabemos, menos o Salgado. E concorda com vocês que Maradona foi o segundo maior de todos os tempos. Porque o maior foi o Neto.

  4. Sabia que o cara era gente boa! E atenção, isso é uma ameaça: vou fazer um post sobre o Neto!

    Abraços,
    Marcos Abrucio

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