É mais fácil entrar para a história jogando bonito

As seleções da Hungria de 1954, da Holanda de 1974 e do Brasil de 1982 estão no imaginário de quem ama o futebol bem jogado. São times que encantaram o mundo pela genialidade de seus jogadores e pelo estilo de jogo ofensivo. De épocas diferentes, as três equipes têm em comum a comoção causada por suas surpreendentes derrotas nas Copas.

Hungria de 1954

Revolucionou na preparação física e no esquema tático com seu WW, que inspirou o 4-2-4 da seleção brasileira de 1958 e também o carrossel holandês. E para completar, a Hungria contava com jogadores como Puskas, Hidegkuti e Kocsis.

Batalha de Berna: e a neutralidade suíça?

Holanda de 1974

Vinte anos depois da Hungria assombrar o mundo, outra seleção revolucionou os campos de futebol. O treinador Rinus Michels montou um esquema em que todos os jogadores atacavam e defendiam, sem guardar posição fixa. Cruyjff, Neesken e Rensenbrink passearam em campo até o primeiro minuto da final quando tocaram bola de pé em pé até o pênalti que originou o gol holandês na partida.

Brasil de 1982

Uma seleção com defensores técnicos, volantes técnicos, atacantes técnicos e, no banco, um baita técnico. Mas o sonho de ver esse time campeão acabou no jogo Paolo Rossi 3 x 2 Brasil. Uma história bem conhecida por nós. O futebol ofensivo e encantador da seleção de Telê Santana é celebrado mundo afora até hoje. Paolo Rossi chegou a pedir perdão por ter derrotado a seleção de futebol mais bem jogado daquela Copa.

Paolo Rossi é perseguido por Júnior: sorte dele que não era o R. Carlos

Hungria 54 + Holanda 74 + Brasil 82 vs. Dunga 2010?

Essas três seleções têm em comum mais do que o futebol bonito. A ofensividade delas custou caro ao Brasil. A Hungria bateu o Brasil na “Batalha de Berna”: 4 a 2. A Holanda fez o Brasil dançar em campos alemães: 2 a 0. E a derrota da seleção de 1982 causou o fim do futebol brasileiro que encantava o mundo.

Vai optar pelo caminho mais difícil, Dunga?

Até hoje os técnicos que assumem a seleção canarinho apelam para o futebol defensivo a fim de garantir seus empregos. Três, quatro volantes em campo porque o importante é não tomar gol. Chegaram a dizer que gol é só um detalhe(!). Isso porque não perceberam que é muito mais fácil entrar para a história jogando bonito. As três seleções citadas comprovam isso. A quem joga feio e defensivamente fica a tarefa mais difícil:  ganhar a taça para ter chance de ser lembrado.

Postado por: Flávio Tamashiro

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3 Respostas para “É mais fácil entrar para a história jogando bonito

  1. Entendo que vcs não queiram admitir. Mas o maior time de todos os tempos foi a Argentina de 94. Mas o diabo (Sr. Havelange) enviou o seu anjo do mal (em forma de enfermeira) e levou embora o sonho pela mão.

  2. Paulo Gallardi

    Max, não fala besteira………

  3. Pingback: A mensagem é o meio « Copawriters

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