Uma final pré-Copa

É assim mesmo, amigos.

Para alguns times, como o Brasil, as Eliminatórias costumam ser apenas uma fase obrigatória que antecede a Copa. Mas para outros muitos, pode representar uma de pouquíssimas chances de figurar no Mundial.

E assim o é para a Costa Rica.

Jogando pela Concacaf, os costarriquenhos disputam 3 vagas diretas com equipes muito mais tradicionais, como México e Estados Unidos – que invariavelmente classificam-se. Sobram então uma vaga direta e uma da repescagem. E essas costumam quicar entre Jamaica, Honduras, Trinidad e Tobago e a própria Costa Rica.

Mas este ano não. Este ano poderia sobrar para os EUA.

O México já estava dentro. Honduras quase. E caso a Costa Rica de Renê Simões vencesse em Washington os Estados Unidos desfalcados, os americanos teriam que ficar na repescagem (que, pela primeira vez, seria contra um sempre favorito time da América do Sul).

Pois qual não foi a surpresa ao final do 1º tempo, quando os caribenhos venciam bem por 2 a 0. A vantagem era considerável. Mas os norte americanos, além do físico avantajado, tinham também uma vantagem emocional: o atacante Davies estava no hospital havia dois dias, após um acidente de trãnsito, e os atletas haviam prometido a classificação para ele.

Aos 26′, Bradley diminuiu para os EUA. A Costa Rica estava estafada e recuou, aguentando na raça. Só que aí… bem, aí a “SWAT” entrou em ação.

Aos 40 minutos, Renê pediu a saída do número 5 de campo. Mas o quarto-árbitro levantou o 15, número de um atleta que havia entrado pouco mais de dez minutos antes. Desesperado, o treinador correu e conteve a placa. Mas o árbitro achou que era cera e o expulsou de campo, acompanhado por dois simpáticos policiais.

O brasileiro foi para o vestiário e não viu nem ouviu necas. Seu time tomou o gol de empate faltando doze segundos para o fim. E ele só soube quando os jogadores chegaram, aos prantos.

México, Honduras e Estados Unidos estavam dentro.
A Costa Rica irá enfrentar o Uruguai em 14 de novembro.

Uma típica final de Copa do Mundo, no submundo da bola.

Postado por: Henrique Rojas.

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